1. O que é?
O Infarto do Miocárdio faz parte de um grupo de doenças chamado Doenças Isquêmicas do Coração. O infarto é a morte de células do músculo cardíaco devida à interrupção do fluxo sangüíneo e consequente falta de aporte nutritivo (sangue), decorrente da oclusão de uma artéria coronária. A interrupção do fluxo coronário quase sempre é devida ao estreitamento repentino de uma artéria coronária por uma placa de ateroma (aterosclerose), com sobreposição de um trombo (coágulo sangüíneo).
As doenças isquêmicas são as doenças cardíacas mais comuns, constituindo a principal causa de morte nos países industrializados.


2. Causas
Vários fatores são responsáveis pelo infarto do miocárdio. Alguns são controláveis, outros - infelizmente - não. Sabemos que a incidência aumenta com a idade, principalmente depois dos 50 anos. Os homens são mais susceptíveis que as mulheres, sendo que aos 50 anos o homem tem 5 vezes mais chance de ter infarto que a mulher da mesma idade. Acredita-se que as mulheres tenham um efeito "protetor" devido à produção de hormônio (estrógeno), sendo que após a menopausa, devido à falta de produção desse hormônio, a incidência de infarto na mulher aumenta consideravelmente.
Outro fator que predispõe ao infarto do miocárdio é o colesterol. Quanto maior a quantidade de colesterol no sangue, maior a incidência de infarto. O colesterol é o componente principal da placa de gordura ( ateroma ). São conhecidos 3 tipos de proteínas que estão ligadas ao colesterol: a de baixa densidade (LDL), a de muito baixa densidade (VLDL) e a de alta densidade (HDL). Esta última, conhecida como "bom colesterol", parece ter um efeito protetor sobre o coração, sendo ideal mantê-la em níveis altos no sangue. Já o LDL, conhecido como "mau colesterol", aumenta a chance de infartos quando existente em níveis elevados.
Muitas vezes, a pessoa tem o colesterol alto por causa de doenças hereditárias, que fazem com que o corpo não consiga produzir as enzimas necessárias para "dissolver" a gordura. São os casos em que vemos pessoas bem jovens tendo problemas de infarto e derrame cerebral. É importante detectar esses casos na família, pois quando essas doenças são tratadas precocemente, é possível evitar que essas pessoas sofram de tais complicações.
O diabete é apontado também como uma doença que aumenta o risco de infarto do miocárdio. Como o diabetes pode ser transmitido hereditariamente, mais uma vez é importante saber se você tem casos na família e detectar a doença precocemente.
A pressão alta (hipertensão) também aumenta o risco de infarto do miocárdio, assim como a obesidade, fazendo o coração trabalhar mais, exigindo mais sangue.
O fumo está intimamente relacionado com o infarto do miocárdio, sendo que os fumantes são 60% mais susceptíveis a sofrer infarto do miocárdio que os não-fumantes. O fumo causa não apenas a destruição de vasos do coração, como aumenta a chance de formação de coágulos de sangue (trombose). Essa tendência a provocar coágulos piora ainda mais em mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, principalmente entre os 30 e 40 anos de idade.
A inatividade física e o "stress" também desempenham um papel importante na predisposição ao infarto.


3. Sintomas
O sintoma mais comum de um infarto é uma intensa dor no peito, geralmente com mais de 20 minutos de duração, que pode surgir mesmo quando a pessoa está em repouso ou fazendo bem pouco esforço. Também é comum que a pessoa que está sofrendo um infarto apresente sudorese, náuseas, vômito e falta de ar. O diagnóstico é apoiado nos dados clínicos, Eletrocardiograma e na dosagem de enzimas cardíacas no sangue.


4. Complicações
O que mais se teme na fase aguda do infarto do miocárdio são as arritmias. Algumas são potencialmente letais e podem ser responsáveis por morte súbita, muitas vezes antes da chegada do paciente ao hospital. Por isso, foram criadas as unidades de tratamento intensivo coronariano, onde o paciente recebe todos os cuidados necessários para detectar precocemente e tratar essas arritmias.


5. Tratamento
O tratamento do infarto do miocárdio se baseia na desobstrução da artéria coronária, que deve ser efetivada do modo mais precoce possível, de modo a se tentar reduzir a lesão do músculo do coração. As opções para que se atinja esse objetivo são os agentes trombolíticos, que são medicações usadas para remover os trombos que estão interrompendo a chegada de sangue ao coração, e a angioplastia coronária, realizada através de cateterismo cardíaco, que possibilita a desobstrução do vaso por meio do uso de balões e pequenas molas chamadas “stents”. Também são rotineiramente usadas medicações para alívio da dor, sedativos, Aspirina, oxigênio e, quando necessárias, medicações para estabilização da pressão arterial e controle de arritmias.


6. Prevenção
O infarto do miocárdio, apesar de ser uma causa de morte bem frequente, tem apresentado índices de mortalidade bem menores nos últimos anos, graças ao novo estilo de vida que muitas pessoas têm adotado. Conhecendo-se os fatores que contribuem para a ocorrência da doença, podemos reduzir ainda mais o índice de mortalidade. A dieta passou a ser a preocupação primordial no combate à doença, controlando-se a ingestão de colesterol e triglicérides. É recomendável fazer-se a dosagem dos mesmos no sangue periodicamente, procurando mantê-los dentro do nível normal. Caso os níveis estejam elevados, pode-se iniciar um tratamento com dieta, ou mesmo com o uso de drogas que ajudam a baixar a concentração desses elementos no sangue, principalmente naquelas pessoas com hipercolesterolemia familiar citadas anteriormente.
O exercício físico tem um papel muito importante, não só para melhorar o condicionamento do corpo como para ajudar na manutenção do peso ideal. Recomenda-se andar pelo menos 3 vezes por semana, durante meia hora cada vez. Durante o exercício físico, o coração é obrigado a trabalhar mais, o que favorece a criação de uma circulação colateral, que pode ser a salvação quando alguma artéria importante do coração é bloqueada. Cessação do tabagismo é fundamental, bem como controle adequado da hipertensão arterial e diabetes..
O hábito de fumar deve ser abandonado, não só para prevenir o infarto do miocárdio, como tantas outras doenças causadas pelo cigarro, como o câncer de pulmão, altamente letal. Reduzir a quantidade de nicotina ingerida, escolhendo-se um cigarro chamado "de baixo teor" não ajuda em nada.
O "stress" deve ser reduzido. Várias alternativas podem ser adotadas, como massagens, ioga, exercícios físicos em geral, esportes, meditação, etc. é importante destacar também que a hipertensão arterial muitas vezes é causada pelo "stress". Eliminando-se os fatores de tensão, a pressão sanguínea ficaria dentro do normal, reduzindo assim o risco do infarto do miocárdio.

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